Nunca menti pra você.
Não quis te enganar, mas o fiz.
Pois enganei, antes de tudo, a mim.
Cometi um terrível engano.
Perdão. Peço perdão.
"Perdoe-me, meu bem."
E hoje a pergunta que não sossega,
Que não importa,
E por isso mais ainda me exaspera,
É "por que não, se para mim, é tão sim?"
Como um muitíssimo bem-querer
Pode, do outro lado, ser um
Nadíssimo coisa-nenhuma-querer?
Instante profundissimamente sentido
do desespero do nada.
E dói.
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