domingo, 14 de abril de 2013

Peço Perdão

Nunca menti pra você.
Não quis te enganar, mas o fiz.
Pois enganei, antes de tudo, a mim.
Cometi um terrível engano.

Perdão. Peço perdão.
"Perdoe-me, meu bem."

E hoje a pergunta que não sossega,
Que não importa,
E por isso mais ainda me exaspera,
É "por que não, se para mim, é tão sim?"

Como um muitíssimo bem-querer
Pode, do outro lado, ser um
Nadíssimo coisa-nenhuma-querer?

Instante profundissimamente sentido
do desespero do nada.

E dói.

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