sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Quando eu morrer


Quando eu morrer, não venham com graça....

Não segurem choros, nem forcem risadas.


Nem o contrário.

Não digam "descansou", nem "foi tão jovem", nem "tinha tanta vida".

Tentem lembrar do pior e do melhor que eu fiz, por um segundo.

Depois esqueçam, pra sempre.

No fim, tudo não passa de conversa.

Quando eu morrer, não me deixem apodrecer.

Quero meu batismo de fogo.

Façam-me virar pó cinza: imaculado, perdoado, como nunca fui.

Quando eu morrer, se tiverem um tempo,

levantem uma dose de um bom escocês e brindem a mim:

"Fez o que pode, foi se foder noutro lugar!"

E esqueçam.

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