Antônio, meu irmão,
que se pare em mim
e me chama de fia.
Ou de mor.
Antônio me vê sem olhos,
com a ponta dos dedos
e a ponta língua.
Antônio espera, tem calma
e quase não tem pena
de mim.
E quando eu me afobo,
atiro meus despautérios,
choro minhas recordações,
é Antônio que ri e faz pouco,
graças a Deus,
faz pouco do drama,
pra eu esquecer
e sorrir.
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