Eu provei a noite
em minha língua brava
e adormeci, em meio ao incêndio
selvagem de minha alma
quase mansa.
Tateei os abismos
de minha ânsia doce,
mãos de águia,
olhos arrepiados,
pele e cabelos molhados.
Sou de novo, o novo.
Fênix descansada,
planta molhada,
de volta ao ciclo
de esboroar-se
e refazer-se.
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