Em cada parada a certeza de que não há caminho. Perdi-me, incontáveis vezes. Perdi a esperança e quando percebia, ainda a tinha, mesmo a tendo perdido. Fui várias e sou sempre duas. Tenho enorme fome da vida e duas línguas incapazes de sentir outro sabor, qualquer um, menos amargo. Tenho olhos pidões demais, sou alta demais, estou em forma de menos, falo quase nada e quando o faço, dificilmente, acerto. Meu caminho é uma inexplicável seqüência de lastimáveis erros.
A isso defino unlovable.
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